diferença entre gn e glp

Existe muita dúvida com respeito a diferença entre GN e GLP — siglas para Gás Natural e Gás Liquefeito de Petróleo. Porém, é muito importante entender as peculiaridades de cada um deles, pois podem impactar vários aspectos de nossa vida. Sem o entendimento correto, talvez optemos por equipamentos inadequados, gerando gastos e frustrações desnecessárias.

Neste artigo, explicaremos as características e o que diferencia o Gás Natural do Gás Liquefeito de Petróleo. Mostraremos também quais os impactos no dia a dia da família e alguns pontos de atenção. Confira os próximos tópicos!

O Gás Natural e suas características

O Gás Natural é um combustível fóssil extraído das jazidas de petróleo no estado gasoso. Na composição do GN encontramos hidrocarbonetos leves e metano (CH4 — componente principal). Porém, dependendo do local da extração, é possível identificar alguns “traços” de etano, butano, nitrogênio, entre outros.

Existem parâmetros mínimos e máximos da composição química do Gás Natural disponibilizado comercialmente, estabelecidos pela ANP (Agência Nacional do Petróleo), e também é adicionado um odorizante para que vazamentos possam ser detectados com facilidade, evitando acidentes. No Brasil, o transporte é realizado por meio de gasodutos e a comercialização feita por distribuidoras concessionárias. Dessa forma, o GN chega as residências por uma rede canalizada.

Por ser um combustível muito versátil, é utilizado também nas indústrias petroquímicas, nas usinas termoelétricas e de cogeração de energia, além de veículos motorizados.

O Gás Liquefeito de Petróleo e suas características

O Gás Liquefeito de Petróleo é também conhecido como gás de cozinha, devido a sua ampla comercialização para fins domésticos. Sua composição é basicamente de butano (C4H10) e propano (C3H8), mas também pode conter etano e outros hidrocarbonetos.

Embora seja inodoro e incolor, para a segurança do usuário, durante o tratamento é adicionado um composto a base de enxofre. Dessa forma, o GLP é percebido pelo olfato humano em caso de vazamento. Existem duas maneiras de produzir o GLP: em refinarias ou em plantas de processamento de gás.

Depois que é finalizado o processo de produção, ele pode ser armazenado em vasos de pressão (esferas de GLP). Quando está na fase de revenda, é acondicionado em forma líquida nos cilindros (conhecidos popularmente como botijões). À medida que o gás é consumido, o estado líquido é convertido em gasoso. Desse modo, o GLP pode ser utilizado em residências, indústrias e comércios.

A diferença entre GN e GLP

Podemos apontar como principal diferença entre GN e GLP a forma de distribuição. Como dito nos tópicos anteriores, o Gás Natural é disponibilizado por uma rede canalizada e o usuário recebe mensalmente uma conta de consumo. Por outro lado, o Gás Liquefeito de Petróleo é comercializado em cilindros ou através do abastecimento por caminhões de um recipiente fixo no local (chamado de “estacionário”). Sendo assim, o consumidor o repõe conforme a necessidade.

Por conta da necessidade de uma estrutura de rede distribuição, não são todas as cidades do Brasil que contam com o Gás Natural para uso residencial.

Uma segunda diferença é a densidade, sendo o GN mais leve no ar do que o GLP. Quanto a emissão de poluentes, em um nível bem similar, ambos têm baixo índice de emissão comparado a outros combustíveis como lenha, carvão, querosene, etc.

Por ser disponibilizado em cilindros que são constantemente reutilizados, o GLP por vezes pode acumular a chamada oleína, uma impureza que normalmente fica no fundo do cilindro mas que pode vir a ser trazida junto com a vaporização. É por isso que é necessitado o uso de filtros de linha para evitar que esta oleína afete o funcionamento dos aparelhos.

Uma dúvida comum entre os consumidores é referente a diferença do GN e do GLP no funcionamento dos aparelhos a gás em sua residência, particularmente do aquecedor a gás. O GN e o GLP são gases com características e composições diferentes, e possuem variações em suas propriedades (poder calorífico, pressão de operação, etc). Por isso, ainda não existem aparelhos aquecedores de água “flex” no mercado – ou o aparelho foi produzido para funcionar com um gás, ou com o outro.

Toda a estrutura: bicos injetores, calibração e outras funcionalidades, são apropriadas de acordo com o tipo de gás para o qual o aparelho foi desenvolvido, de forma a que ele possa funcionar de acordo com os parâmetros de sua etiqueta, e com segurança. Sempre deve ser observado o tipo de gás marcado na embalagem e no próprio produto, e utilizado somente este gás. Em caso de necessidade (mudança de imóvel, por exemplo), é possível realizar um processo de conversão de gases no aparelho. No entanto, é um serviço que precisa ser feito por profissionais qualificados e utilizando-se de peças originais do fabricante para substituição.

A escolha mais adequada para o consumidor

Quando o consumidor pode optar entre o Gás Natural e o Gás Liquefeito de Petróleo, o ideal é, como dito, levar em consideração a característica dos aparelhos que já possui. Desse modo, poderá entender se é vantajoso converter ou substituir o equipamento para se adequar ao gás escolhido.

Depois que se chegou à decisão final, é importante que a instalação siga todas as normas técnicas aplicáveis. Uma delas é a NBR 15526 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Esta norma é que traz os requisitos para redes de distribuição interna de gases combustíveis em instalações residenciais e comerciais.

Essa NBR engloba os projetos e execução, estabelecendo parâmetros para tubulações, conexões e outros fatores que fazer uma instalação ser segura e eficiente. Caso essa norma oficial não seja seguida, haverá problemas no desempenho e no dimensionamento do fornecimento do gás dos aparelhos.

Infelizmente, é comum encontrar instalações que não possuem uma capacidade de fornecimento de gás adequada para todos os equipamentos conectados à rede. Quando essa situação acontece, os aparelhos não obtêm gás suficiente para atingir o desempenho esperado – por exemplo, aquecedores de água a gás que não conseguem atender a demanda necessária. Isto pode ser originado em causas como, por exemplo:

  • tubulações de diâmetro inferior à necessidade da rede;
  • pressão inadequada;
  • medidores e reguladores de pressão incompatíveis com a instalação;
  • no caso do GLP, capacidade de vaporização da bateria de gás menor do que a vazão exigida para a operação dos aparelhos;

Para ilustrar esse último ponto, é comum, por exemplo, a instalação de um único cilindro de P-45 (1 kg/h) para alimentar um aquecedor a gás com consumo em potência máxima de 2 ou mais kg/h. Essa deficiência será percebida mais contundentemente nos dias mais frios, pois o aparelho não conseguirá combustível suficiente para atender a vazão e/ou as temperaturas exigidas pelos usuários.

Sim, é importante conhecer a diferença entre GN e GLP. Mas para que o aquecimento de água do lar seja o mais confortável possível, o melhor caminho é contar com profissionais qualificados. Desse modo, os dias frios não serão um problema e banhos quentes estarão disponíveis para toda a família.

O que achou de nosso artigo? Entendeu a diferença entre GN e GLP? Quer ter conforto térmico e segurança no aquecimento de água da sua residência? Então, entre em contato com os especialistas da Rinnai!